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Sindicato busca juridicamente a liberação deste valor

O Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba reuniu (24/10) os ex-trabalhadores do Grupo Dedini e a imprensa, para explicar a atual situação do processo de recuperação judicial da empresa, após a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional ingressar com um agravo de instrumento contra a liberação dos 15,8 milhões da venda do terreno do estacionamento do Shopping Piracicaba para o pagamento aos ex-trabalhadores.  A procuradoria tem como intuito reverter este valor para o pagamento das dívidas da empresa com a União.

De acordo com Dr. Luis Fernando Severino, advogado do Sindicato, “por causa da existência deste recurso, a liberação deste valor e a homologação do processo do plano de recuperação judicial estão paralisadas. A nossa grande preocupação é que com a chegada do fim do ano, este recurso acabe gerando a impossibilidade da liberação deste valor para este ano”, comentou.

Os 15,8 milhões já estão depositados na conta judicial vinculada à 2ª Vara Cível de Piracicaba. O Superior Tribunal de Justiça também já determinou de forma definitiva que compete ao juiz da recuperação dar a destinação deste valor, mas enquanto o Tribunal de Justiça não julgar este recurso da União, o juiz da recuperação judicial Dr. Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva, estará impossibilitado de decidir.

Ao todo 1100 trabalhadores de Piracicaba, Sertãozinho, Recife, Maceió, estão habilitados no processo de recuperação judicial. A dívida total que os trabalhadores tem a receber é de aproximadamente R$ 35 milhões.

Muitos trabalhadores enfrentam sérias dificuldades econômicas, falta de alimentos, contas em atraso de água, luz, telefone, financiamentos,dentre outros.

Como forma de amenizar a situação, o Sindicato dos Metalúrgicos realiza há alguns meses uma campanha de arrecadação de alimentos para os ex-trabalhadores da Dedini.

Para Manoel Ruiz, ex-trabalhador da Dedini, “as dificuldades financeiras são enfrentadas diariamente. Trabalhei 48 anos na empresa, perdi o emprego e não recebi nada”, comentou.

O Sindicato dos Metalúrgicos continuará buscando juridicamente para que se processe a liberação deste valor.

Para Carlos R. P. dos Santos, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, “a nossa luta é para que o Tribunal de Justiça julgue rápido esta situação e os trabalhadores possam receber aquilo que lhes é de direito”, destacou.

Recuperação Judicial

 A Assembleia de recuperação judicial foi realizada (19/09). Houve a aprovação dos credores de todas as classes em percentual suficiente para a aprovação do plano, estando pendente a homologação pelo juiz da 2ª Vara Cível de Piracicaba, Dr. Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva.

A partir da homologação a empresa tem até 12 meses para pagar os ex-trabalhadores.